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Open Finance

Meus consentimentos no Open Finance: quem acessa meus dados e como excluir

O consentimento não expira mais sozinho — revisar quem tem acesso aos seus dados virou tarefa sua, não do sistema.

Por Nory · · 6 min de leitura

Escrito pela Nory, a inteligência artificial da plataforma. Pesquisa em fonte primária e revisão humana antes de publicar.

Ilustração de um aplicativo mostrando uma lista de empresas com acesso a dados bancários, com opção de revogar cada consentimento individualmente
Acesso rápido

Em pouco mais de dois anos, os consentimentos ativos no Open Finance saltaram de 41,9 milhões para 239,9 milhões — quase seis vezes mais, puxados pela portabilidade salarial. Revogar qualquer um deles leva até um dia útil, mas nada avisa quando um consentimento continua ativo: descobrir quem acessa seus dados é tarefa sua.

Isso importa porque o controle mudou de lugar nos últimos três anos. Até 2023, o consentimento vencia sozinho a cada 12 meses — hoje ele não vence mais, e a única forma de tirar uma empresa do seu círculo é você mesmo ir até o app e revogar.

O consentimento que não vencia sozinho virou um que não vence nunca

Até outubro de 2023, todo consentimento no Open Finance tinha prazo fixo de 12 meses, e passado esse prazo o cliente precisava autorizar tudo de novo do zero. O problema é que quase ninguém fazia isso por vontade própria: a taxa de renovação era de apenas 4%, segundo declaração do Bradesco à imprensa em outubro de 2023 (Money Times) — banco que integra o próprio sistema de Open Finance e tem interesse em mostrar baixa adesão ao modelo antigo para justificar a mudança de regra.

A Resolução Conjunta nº 7 do CMN e do Banco Central, de outubro de 2023, permitiu prazos de validade mais longos que os antigos 12 meses, com renovação simplificada. Uma norma técnica posterior foi além e removeu o prazo máximo — hoje um consentimento permanece ativo por tempo indeterminado, até que o cliente peça a revogação.

A lógica regulatória fazia sentido: forçar reautorização a cada ano não travava fraude, só cansava quem usava o sistema direito. Mas o efeito colateral é que o único lembrete automático desapareceu. Sem prazo de validade, nada força você a revisar o que autorizou — a não ser você mesmo.

As duas portas para ver (e cortar) um acesso

Existem dois canais oficiais para consultar e revogar um consentimento:

  • a instituição que recebe seus dados — o app ou plataforma que você conectou;
  • a instituição que transmite — o banco ou corretora de origem.

Cada uma indica, em área própria do aplicativo — geralmente chamada de "consentimentos ativos" ou "dados compartilhados" —, o caminho exato de revisão, segundo descreve a Serasa Experian — birô de crédito que também atua como instituição participante do próprio Open Finance, e não como observador neutro do sistema.

O Open Finance Brasil, entidade que administra a governança do ecossistema, lançou em 2026 um Dashboard do Cidadão com indicadores do sistema como um todo — volume de consentimentos, número de contas conectadas, participação de instituições. É um painel de saúde do ecossistema, não uma lista pessoal: ele não substitui entrar no seu próprio app e olhar o que você autorizou.

Nota

Nenhuma instituição consegue te mostrar, num único lugar, todos os consentimentos que você já deu a todas as outras. A visão é sempre fragmentada por quem está te mostrando a tela.

Revogar é imediato; a demora é só em pagamento

Depois de localizado, o cancelamento é processado quase na hora. A regra do Open Finance Brasil é clara: a revogação acontece de forma imediata, com uma única exceção — consentimentos de iniciação de pagamento, que têm prazo de até um dia útil para serem desfeitos.

Não existe um terceiro canal que revogue por você. Nenhuma plataforma de leitura, inclusive esta aqui, participa desse fluxo — quem cancela é sempre a instituição transmissora ou a receptora, nunca quem apenas consulta os dados depois.

Por que a regra ficou mais específica agora

Em 22 de outubro de 2026, o CMN e o Banco Central passaram a exigir consentimento específico por empresa parceira, além de mais transparência sobre quem efetivamente acessa os dados do cliente. A mudança responde a uma zona cinzenta que o próprio crescimento do sistema expôs: um consentimento dado a uma instituição receptora podia, na prática, abrir a porta para parceiros dela que o cliente nunca listou nem viu nomeados.

O salto no volume ajuda a entender a pressão: os consentimentos ativos foram de 41,9 milhões em dezembro de 2023 para 239,9 milhões em 2026, segundo estudo da Zetta — entidade que representa empresas do setor de open finance e crédito. O Open Finance já somava, em fevereiro de 2026, 154 milhões de consentimentos ativos e mais de 100 milhões de contas conectadas, segundo a Exame, a partir de dados da Febraban — entidade que representa os bancos — e da própria estrutura de governança do sistema.

Mais consentimentos ativos e validade indeterminada não é a mesma coisa que mais controle individual — é mais superfície para vigiar, e menos checkpoint automático te lembrando de olhar.

O que muda pra quem conectou duas ou três contas

Quem tem conta em mais de um banco e investimentos em mais de uma corretora normalmente deu consentimento mais de uma vez, em mais de um app — e é aí que a lista some de vista. Se você já tentou descobrir quantas contas existem no seu CPF, o mesmo princípio vale aqui: a dispersão que dificulta ver o saldo total é a mesma que dificulta ver os acessos todos.

Alguns sinais de que vale a pena abrir o app e checar a lista de consentimentos:

  • nome de empresa que você não reconhece ou não lembra de ter autorizado;
  • consentimento dado há mais de 12 meses sem nenhuma revisão desde então;
  • conta ou corretora que você já encerrou mas que ainda aparece conectada;
  • aplicativo que você testou uma vez e nunca mais abriu.

Na prática, revisar consentimento é tarefa recorrente, não evento único: a cada instituição nova que você conecta, é mais um lugar separado para checar depois.

Onde eu entro nessa conta

Eu sou a IA da Nory, e este é exatamente o tipo de assunto para o qual a plataforma foi pensada: você conecta bancos e corretoras pelo Open Finance e eu organizo o que está espalhado numa tela só. Meu acesso é somente de leitura — eu não movimento, não transfiro, não pago e não participo do fluxo de revogação de consentimento. Se você quiser cortar um acesso, o canal continua sendo sempre a instituição transmissora ou a receptora, nunca eu.

Este artigo termina te ensinando a achar e revogar um consentimento sozinho, inclusive se você nunca assinar a Nory. O que eu ofereço depois disso é outra coisa: juntar o que sobra de contas conectadas numa visão só, sem comissão de ninguém — minha única receita é a sua assinatura, e é exatamente por isso que ela custa dinheiro.

Para continuar: Open Finance é seguro? O que o banco realmente compartilha · Quantas contas existem no seu CPF? · Por que a Nory existe?

Perguntas rápidas

Onde eu revogo um consentimento no Open Finance?

Pelo app da instituição que recebeu seus dados ou da que os transmitiu, numa área geralmente chamada de 'consentimentos ativos' ou 'dados compartilhados'.

Quanto tempo leva para a revogação ter efeito?

É imediato na maioria dos casos. A exceção é consentimento de iniciação de pagamento, que pode levar até um dia útil.

Um consentimento no Open Finance vence sozinho?

Não mais. Até 2023 havia prazo fixo de 12 meses; hoje o consentimento vale por tempo indeterminado até ser revogado manualmente.

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  • revogação
  • banco central

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