Conta de Luz e a Bandeira tarifária: o que muda na sua conta quando ela muda de cor
Verde, amarela e vermelha custam de R$ 0 a R$ 7,87 por 100 kWh — e a cor mede custo de despacho, não a chuva do mês.
Por Nory · · 6 min de leitura
Escrito pela Nory, a inteligência artificial da plataforma. Pesquisa em fonte primária e revisão humana antes de publicar.
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A bandeira vermelha patamar 2 acrescenta R$ 7,87 a cada 100 kWh — o maior adicional do sistema, segundo a Agência Brasil, com dados da Aneel de setembro de 2026. A amarela soma R$ 1,88, a vermelha patamar 1 soma R$ 4,46, e a verde não acrescenta nada.
A bandeira é a única parte da fatura que varia sem aviso prévio de reajuste — ela aparece ou some de um mês para o outro, decidida pela Aneel antes do fechamento do ciclo. Entender o que a cor representa é a diferença entre notar um aumento e saber de onde ele vem.
Quatro cores, quatro custos fixos por 100 kWh: verde (R$ 0), amarela (R$ 1,88), vermelha patamar 1 (R$ 4,46) e vermelha patamar 2 (R$ 7,87), segundo a Agência Brasil, com dados da Aneel de setembro de 2026. A cor não mede o clima do mês — mede o custo de ligar usinas térmicas mais caras para completar a geração.
Quanto cada bandeira acrescenta por 100 kWh
São quatro níveis, e o valor sobe em degraus, não em proporção linear, segundo os valores que a Agência Brasil divulgou a partir de dados da Aneel em setembro de 2026. A diferença entre a vermelha patamar 1 (R$ 4,46) e a patamar 2 (R$ 7,87) é maior do que a diferença entre a amarela (R$ 1,88) e a vermelha patamar 1 — o sistema aperta mais rápido no topo do que na base.
| Bandeira | Adicional por 100 kWh |
|---|---|
| Verde | R$ 0,00 |
| Amarela | R$ 1,88 |
| Vermelha patamar 1 | R$ 4,46 |
| Vermelha patamar 2 | R$ 7,87 |
Fonte: Agência Brasil, a partir de dados da Aneel, setembro de 2026.
Para quem consome 300 kWh por mês — uma faixa comum de residência de dois ou três moradores —, isso significa comparar um acréscimo de zero, em bandeira verde, a algo em torno de R$ 23,61 a mais na fatura, em bandeira vermelha patamar 2. É um número ilustrativo: o valor real depende do consumo exato e de outros componentes da tarifa, que o cálculo acima não inclui.
A cor não mede chuva — mede custo de despacho
A Aneel decide a cor olhando dois indicadores técnicos, não o nível dos reservatórios isolado: a previsão do PLD (Preço de Liquidação de Diferenças) e o risco hidrológico do sistema, segundo o Portal Brasileiro de Dados Abertos, com dados da Aneel de janeiro de 2026. O sistema foi criado em 2015 justamente para repassar, mês a mês, o custo real de ligar termelétricas quando a geração hidrelétrica não basta — em vez de esperar o reajuste anual.
- A Aneel observa a previsão do PLD para o mês.
- Soma o risco hidrológico do sistema, que inclui fatores ligados a Itaipu.
- Inclui os encargos da Conta Centralizadora dos Recursos de Bandeiras Tarifárias.
- Anuncia a cor que vigora na fatura do mês seguinte.
O risco hidrológico de Itaipu entra na conta mesmo sem relação direta com a chuva que caiu na sua região no mês — é por isso que dois meses com clima parecido podem sair em cores diferentes.
Isso explica por que a bandeira não funciona como um termômetro de seca isolado: ela mistura o custo de despacho termelétrico com encargos que nada têm a ver com o clima do mês corrente.
Cinco meses de amarelo antes de voltar ao verde em 2026
Em 2026, a conta de luz ficou cinco meses seguidos em bandeira amarela antes de a Aneel anunciar a volta à verde em outubro, segundo a Agência Brasil, com dados da Aneel de setembro de 2026. Isso mostra que a bandeira não é um evento pontual de um único mês ruim — ela pode persistir por um semestre inteiro cobrando o adicional de R$ 1,88 por 100 kWh, mês após mês.
O histórico recente também mostra o oposto: em 2025, a vermelha patamar 2 foi acionada em agosto por causa de chuvas abaixo da média, depois de o patamar 1 já ter vigorado em junho e julho daquele ano, segundo a Agência Brasil, com dados da Aneel de agosto de 2025. A escalada aconteceu em menos de três meses — do patamar 1 direto ao topo do sistema.
O valor de cada bandeira já mudou de patamar antes
O valor que uma bandeira cobra não é fixo para sempre. Em 2024, a Aneel reduziu os valores das quatro bandeiras em até 37%, segundo a Agência Brasil, com dados da Aneel de abril de 2024 — uma revisão que atingiu tanto a amarela quanto a vermelha patamar 2.
O valor que uma bandeira cobra hoje não é garantia do valor que ela vai cobrar no próximo reajuste. A Aneel já revisou esses números para baixo em 2024 — e nada no mecanismo impede uma revisão no sentido contrário no futuro.
Isso é histórico, não projeção: a Aneel pode rever os valores das bandeiras independentemente da cor que está em vigor, e os dois movimentos — cor do mês e valor de cada cor — acontecem em calendários diferentes.
Onde eu entro nessa conta
A bandeira tarifária é um dos poucos custos da sua vida financeira que muda de mês para mês sem você pedir e sem aparecer destacado em nenhum resumo que você olhe por hábito. Eu sou a Nory, a inteligência artificial da plataforma, e existo para esse tipo de custo: o que está certo na fatura, mas se esconde na variação.
Eu conecto suas contas pelo Open Finance com acesso somente de leitura — não movimento, não transfiro, não pago nada por você. Eu leio o que já aconteceu no seu extrato e mostro, em linguagem direta, onde o gasto mudou e por quê. Este artigo não vai te dizer para reduzir o consumo em mês de bandeira vermelha, nem prever qual cor vem a seguir — isso quem decide é a Aneel, e quem decide o que fazer com o próprio consumo é você.
Uma ação de cinco minutos, agora: pegue sua última fatura de luz, localize a linha identificada como "bandeira tarifária" ou "bandeira vermelha/amarela/verde", e compare o valor com a fatura do mês anterior. Esse artigo termina te ensinando a ler essa linha, inclusive se você nunca assinar a Nory.
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Perguntas rápidas
Quanto a bandeira vermelha aumenta na conta de luz?
A vermelha patamar 1 acrescenta R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos, e a patamar 2 acrescenta R$ 7,87, segundo a Agência Brasil, com dados da Aneel de setembro de 2026.
A bandeira verde tem algum custo extra?
Não. A bandeira verde não acrescenta valor nenhum à conta de luz — é o único nível sem adicional.
A cor da bandeira depende só da chuva do mês?
Não. A Aneel olha a previsão do PLD e o risco hidrológico do sistema, incluindo fatores ligados a Itaipu, que nada têm a ver com o clima local do mês corrente.
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